Antes de escrever sobre a minha trip por Budapeste, uma curiosidade. O rio Danúbio (o segundo rio mais longo da Europa) separa Buda de Peste. De um lado – Buda, cidade alta, das colinas, mais bucólica e residencial do outro – Peste, plana e agitada. A minha dica para quem está procurando hospedagem é ficar em Peste.

Então vamos ao tour de 3 dias inteiros pela capital da Hungria.

Eu e o Thiago, chegamos no dia 27 de novembro pelo Aeroporto, que está a 18 km da cidade. Utilizamos o serviço de transporte público para ir até o apartamento que alugamos. Não tem metrô no aeroporto, mas é super fácil. Em frente a porta do terminal pegamos o ônibus 200E, que leva até a estação de metrô mais próxima – a Köbánya-Kispest, linha azul.

Mapa do metrô

Nosso primeiro passeio foi pela pela praça Erzsébet, onde tem a roda gigante Budapest Eye. Estilo a London Eye, mas bem mais simples.  E para quem se interessar, é ali perto que partem os ônibus de turismo Hop on Hop off, aqueles vermelhos.

No fim de tarde fomos visitar o Castelo de Buda, pra chegar lá tivemos que atravessar a imponente Ponte Széchenyi Lánchíd ou Ponte das Correntes. Principal ponte da cidade e corta o rio Danúbio. Ela é tão bonita durante o dia quanto a noite.

Ponte das Correntes

Depois de atravessar a ponte chegamos em Buda. E logo em frente está a subida para o castelo. Você tem duas opções, subir a pé (recomendo) ou pelo funicular (ticket individual, ida e volta, custa 1800 HUF).

Preços do funicular
Funicular

Dentro do castelo tem cafés, o Museu de História e a Galeria Nacional de Budapeste, optamos por não entrar para aproveitar o pôr do sol e as paisagens do lado de fora. Recomendo ir no fim do dia para ver a cidade do alto tanto durante o dia quanto a noite. É linda dos dois jeitos.

Em volta do castelo tem uns jardins e umas ruazinhas que valem a pena passear. Sugiro ir em direção a Cidade Antiga de Buda que é uma gracinha e ali perto tem a Matthias Church, a igreja tem uma construção linda.

 

Igreja de Matias durante o dia
Igreja de Matias durante a noite

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Terminamos o dia caminhando às margens do rio Danúbio até o Parlamento. De noite ganha ainda mais destaque com toda essa iluminação. É o monumento mais lindo de Budapeste e um dos maiores parlamentos do mundo. Infelizmente quando fomos, mais cedo, não conseguimos entrar porque as ruas em volta foram todas fechadas pela segurança, então acabamos vendo ele só de longe.  Acredito que passear por dentro seja encantador. Quem tiver interesse tem visita guiada. A parada do metrô é a Kossuth Lajos tér – linha M2.

Parlamento

No dia seguinte acordamos com neve. Estava cerca de 2 graus e muuuuito frio. Como tínhamos poucos dias resolvemos encarar. A nossa primeira parada foi na St. Stephen’s Basilica. 

OBS: Fomos perto do Natal por isso a cidade estava cheia dessas feirinhas.

Para subir ao topo cada um pagou 600 HUF,   correspondente a 3 euros. Vale a pena porque a vista é linda.

Vista do topo da basílica

Para entrar na basílica o valor é menor, 200 HUF – 1 euro.

Perto do altar, na Capela Mão Direita Sagrada, está o antebraço mumificado de São Estevão.

Curiosidade: São Estevão foi o primeiro rei húngaro, fundador do estado húngaro, tornou-se santo após morrer. 

Depois fomos procurar um restaurante para almoçar, ali ao redor tem diversos, mas antes paramos em uma barraquinha para experimentar a bebida típica da Hungria Pálinka. Digamos que é a cachaça húngara. Tem vários sabores, como uva, morango, cereja, pêssego. É só escolher a sua e beber. A minha, o vendedor indicou misturar com chá. E não é que ficou uma delícia?! Indico!!

Ali perto encontramos um restaurante de massa chamado Perfetto, uma gracinha e delicioso. Bem perfeito para o que queríamos.

 

Nhoque 4 queijos + Pizza Pepperoni

De sobremesa experimentamos o famoso sorvete em forma de rosa – Gelarto Rosa. Tem duas sorveterias, uma fica quase em frente a basílica e a outra, que só abre no verão, fica na mesma rua, mas um pouco mais afastada.

Preços: 2 bolas 650 HUF – 3 bolas 750 HUF – 4 bolas 850 HUF.

ENDEREÇOS:

  • Perfetto Italian Kitchen: Bajcsy-Zsilinszky út 9, 1061, Budapest, Hungria
  • Gelarto Rosa: Budapest, Szent István tér 3, 1051 Hungria

 

Depois de tanta comilança fomos conhecer a Avenida Andrássy é onde você encontra as lojas de grifes e bastante movimento. A Andrássy também é um Patrimônio da Unesco. Por ali está a Casa do Terror  ou Terror Haza.

A Casa do Terror é um museu que conta a história e homenageia as vítimas do nazismo e do comunismo na Hungria no século 20. Um prédio com quatro andares, com muita informação, ilustrações e muita, mas muuuuita história. A entrada aumentou em Janeiro de 2018, agora está custando 3000 HUF. Lá dentro não pode bater fotos. Apenas na segunda-feira o museu não abre.

Para fechar o dia fomos para o Szimpla Kert, uma ruína onde ficam diversos bares. Um espaço bem diferente e de muita arte. Não é muito fácil encontrar lugar para sentar, as vezes tem fila para entrar. Digo que vale muito a pena. Para quem gosta de narguilé, você pode alugar.

A entrada no Szimpla é de graça e quem quiser conferir, ele fica no bairro judeu. A estação de metrô Astoria é a mais próxima. Endereço: Kazinczy u. 14, 1075.

No último e terceiro dia fomos conhecer a Praça dos Herois, a praça mais importante da Hungria. Ali está o Monumento do Milênio, composta por estátuas de líderes importantes do país. A praça fica no final da Av. Andrássy e está próxima ao Museu de Belas Artes e do Palácio da Arte.

Praça dos Herois

Atrás desta praça está a pista de patinação no gelo – Slide Park – Varosliget. Infelizmente a pista estava fechada porque estava chovendo. Só funciona no inverno.

Ice Rink

Do outro lado da rua, está Széchenyi, os famosos banhos termais de Budapeste. Como estava chovendo acabamos não levando roupa de banho, mas as piscinas termais estavam lotadas. As águas são conhecidas por ter propriedades curativas. No local tem 21 piscinas em diferentes temperaturas que podem variar entre 28 e 38 graus. Lá não tem roupa de banho para alugar.

Széchenyi

Terminamos o dia no Mercado Central de Budapeste, confesso que todo o lugar que conheço eu preciso conhecer o mercado. Diz muito sobre cada cidade. Além da estrutura ser linda, por dentro é melhor ainda. No andar de baixo tem muitas especiarias, principalmente PÁPRICA, muito usada na culinária húngara.

Uma das entradas do Mercado
Mercado Central
Páprica

No segundo andar tem bastante opções de comidas típicas e lojinhas para comprar souvenirs. Para comer é preciso um pouco de paciência, não tem muitos lugares para sentar, mas vale a pena.

No mercado é o melhor lugar para experimentar LÁNGOS. É como se fosse uma pizza. É uma massa frita que você escolhe o que colocar em cima. Tem salgado e doce. É bem grande, então prepara-se para se lambuzar.

Lángos

Depois de “perder” algumas horinhas no Mercado, fomos passear pela rua Váci Utca, uma das mais importantes de Budapeste. A rua é exclusiva para pedestres e comércio. Na época em que fomos ela estava simplesmente M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-A

E pra encerrar nossa estadia pela cidade nada melhor do que um jantar com um bom vinho. Escolhemos um restaurante neste bairro super charmoso mesmo. Vendetta – Pasta e Basta super indico.

Vendetta – Pasta e Basta

Esses foram nossos três dias em Budapeste, espero que você tenha gostado da cidade assim como eu. Apesar de ter nevado, chovido, a gente conseguiu aproveitar bastante.

 

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